Coisas que Julgo e Não Julgo em Gateiros e Gateiras
- Nicole Lilian

- 16 de dez. de 2025
- 3 min de leitura

Conviver com gatos ensina muita coisa, principalmente que nem tudo é preto no branco. Como recém gateira de cinco felinos, aprendi a escolher minhas batalhas. Algumas atitudes eu não julgo, outras eu julgo sim, sempre pensando no bem-estar do gato e na realidade dos gateiros.
Não julgo : Dar o sachê que o gato gosta, mesmo que não tenha todos os ingredientes ideais.
A gente sabe que o mundo ideal existe, mas a prática é outra. É difícil acostumar gatos com uma nova alimentação, e muitas vezes é melhor complementar a dieta com uma ração úmida que o gato aceita do que simplesmente não oferecer nada ou insistir naquele sachê carissímo que o gato não gosto. Para muitos felinos, qualquer ração úmida faz toda a diferença na hidratação.
Julgo : Não fornecer água adequadamente para o gato.

Alguns gatos bebem água tranquilamente em potinhos, mas muitos não. Nesses casos, a fonte de água é essencial, e existem várias opções com preços acessíveis para todos os gateiros e gateiras. Aqui em casa temos apenas uma fonte para cinco gatos, comprada por cerca de 60 reais na Shopee, não é luxo, é necessidade. Hidratação é saúde felina básica.
Não julgo : Usar potes de plástico para ração seca.
Não é o cenário ideal, eu sei. Mas às vezes o pote vem de brinde, às vezes o gato já se acostumou, e quando se trata de ração seca, não vejo um grande problema nisso. O importante é observar se o gato não apresenta acne felina ou rejeição ao pote.
Julgo: Não fazer a introdução correta de um novo felino.
Introdução não é detalhe, é regra. Pelo menos uma semana separados, troca de cheiros e exame de FIV/FELV antes do contato são essenciais. Seu gato já estará estressado com a mudança de rotina, acelerar esse processo só piora tudo e pode expor os mais velhos à doenças.
Não julgo: Não ter aquele playground de elite para gatos.
O playground ideal das redes sociais é caro, precisa furar paredes e espaço, nem todo mundo consegue. O enriquecimento ambiental dá sim para fazer aos poucos e improvisar. Inclusive, existem várias formas de gatificação econômica (inclusive aqui no blog). O importante é oferecer estímulos, não status.
Julgo : Não brincar diariamente com os gatinhos.
Não adianta reclamar que o felino está "destruindo a casa inteira" se você não ajuda ele a gastar energia.. Brincar evita estresse, agressividade e comportamentos indesejados. Uma varinha simples e baratinha já faz milagre e garante a alegria dos felinos e a sua paz também.
Não julgo : Gateiros que deixam o felino subir na mesa, sofá ou cama.
Alguns gateiros preferem impor limites, outros (que nem a gente aqui em casa) deixa os gatos totalmente livres, pelinhos no sofá é charme e dormir ouvindo ronronado é uma benção. Quando entro numa casa e vejo o sofá cheio de pelos, já sei exatamente quem manda ali. Spoiler: não é o humano
Julgo : Jogar água em gatos ou dar banho sem orientação veterinária.
Jogar água não educa, só assusta. Gatos não entendem punição física ou estímulo negativo, isso só destrói a confiança entre tutor e felino. E banho? Só se a veterinária de confiança orientar, existem alguns condições em que o banho é mais beneficio do que maleficio, mas isso só um profissional para dizer.
Cuidar de gatos é equilíbrio entre teoria, prática e respeito à natureza felina. Nem tudo precisa ser perfeito gateiros e gateiras têm limitações diferentes, mas algumas coisas são essenciais. Escolha suas batalhas e sempre fique do lado do bem-estar do gato.



Recentemente eu adotei um gato da vizinhança. Mas não tinha como separar gato novo dos outros 4 gatos meus por conta da casa não ser minha, pertence ao meu pai.
Era ou adotar ele ou ver ele morrendo.
Provavelmente meus gatos já tinham FIV por conta de contato eventual com esse gato.
Eu gastei uma pequena fortuna devido aos maus tratos da vizinha. Foram 10k (operação, transfusão de sangue, diária na uti) pra estabilizar ele. Ele é meu xódozinho.
Eu julgo pote de plástico, sim, klkkkkj Eles não são anatômico. Até pote de alumínio não-anatômico eu julgo.